CENTRO
CIRÚRGICO (CC)
O
CC é uma das unidades mais complexas do hospital,
não só por sua especificidade, mas também
por ser um local fechado que expõe o paciente e
a equipe de saúde (médicos e a enfermagem)
a situações estressantes (BRUNNER/SUDDARTH,
1992).
A
equipe multiprofissional (médicos e a enfermagem)
deve lidar com vários aspectos pertinentes à
competência técnica, ao relacionamento e
aos recursos materiais, além da interação
com o paciente e sua família. Para esses, o medo
do desconhecido e a ansiedade são fatores agravantes
que contribuem para a complexidade do ambiente.
Recursos
Humanos no CC
Os
profissionais que atuam no Centro Cirúrgico são:
as equipes médicas (cirúrgica e anestesiologia),
de enfermagem, administrativa e de higiene, que têm
como objetivo assistir adequadamente às necessidades
do paciente. É de extrema importância que
seus componentes atuem de forma harmônica e integrada
para a segurança do paciente e a eficiência
do ato cirúrgico. É importante ainda que
as boas relações humanas e o profissionalismo
sempre prevaleçam sobre as tensões, inevitáveis
nesse tipo de trabalho.
Em
uma equipe, todos os seus membros têm suas responsabilidades
e funções definidas, assim como devem ser
habilitados para as atividades que desempenham. As funções
do enfermeiro coordenador, do enfermeiro assistencial,
dos técnicos de enfermagem, dos auxiliares de enfermagem
e auxiliares e dos auxiliares administrativos, estão
descritas nas práticas recomendadas da SOBECC.
Para
o enfermeiro ter condições de prestar assistência
ao paciente na sala de cirurgia, como monitorização,
ações de segurança para evitar queda,
auxiliar o anestesiologista durante a indução
anestésica juntamente com a equipe cirúrgica,
posicioná-lo na mesa de cirúrgica colocando
os coxins para conforto, e outras ações
especíificas , é necessário
que haja pelo menos um enfermeiro assistencial para cada
quatro salas de cirurgia, além do enfermeiro gerente
(coordenador) que é responsável pelas ações
administrativas.
Marcação
de cirurgia
É
uma atividade complexa que envolve a administração
de materiais, instrumentais, equipamentos, tamanho
de sala adequado ao procedimento, auxiliar ou técnico
de enfermagem para prestar assistência durante a
cirurgia e a dinâmica geral do programa cirúrgico
e do setor. Por isso recomendamos que a marcação
de cirurgia fique sob a supervisão direta do enfermeiro
do CC.
Sistematização
de Enfermagem Perioperatória (SAEP)
A
Sistematização de Enfermagem Perioperatória
(SAEP) deve ser realizada para todo paciente que for submetido
a um procedimento anestésico-cirúrgico será
avaliado pelo enfermeiro de Centro Cirúrgico com
a aplicação da SAEP, que deverá ser
desenvolvida dentro das regras do SAE, porém com
um enfoque especifico ao paciente cirúrgico.
A
SAEP é, sem dúvida, o alicerce que dá
sustentação às ações
de enfermagem no CC, atualmente além de criar maior
interação na assistência de enfermagem
no pré, trans e pós-operatório (Possari,
2003). Tal cuidado,foi bastante prejudicado na década
de 60, quando a atuação do enfermeiro na
assistência perioperatória era direcionada
predominantemente para a área instrumental, para
o atendimento às solicitações da
equipe médica e para ações administrativas
relacionadas ao desenvolvimento do ato anestésico-cirúrgico.
Considerando essa história pregressa da assistência
de enfermagem em CC e a complexidade das atividades administrativas
que os enfermeiros exercem neste setor, porque são
responsáveis pelo gerenciamento do mesmo, é
possível entender a grande dificuldade que os enfermeiros
perioperatórios têm de aplicar a SAEP. Sendo
esta sua principal atividade direcionada a assistência
no intra operatório e na recuperação
anestésica.
A
SAEP deve ser planejada pelos enfermeiros perioperatórios,
com um instrumento adequado à realidade da instituição,
para que realmente atenda a seus objetivos e não
resulte em mais dificuldades para o desempenho das atividades
do profissional.
Os
principais objetivos da SAEP são:
Implantar a assistência de enfermagem integral,
individualizada e documentada nas fases pré, trans
e pós-operatórias;
Levantar e analisar as necessidades individuais do paciente
a ser submetido ao procedimento anestésico-cirúrgico;
Ajudar o paciente e sua família a compreender seu
problema de saúde, preparando-os para o procedimento
cirúrgico;
Diminuir ao máximo os riscos inerentes ao ambiente
cirúrgico;
Diminuir a inquietação e a ansiedade do
paciente, contribuindo para sua recuperação.
Assistência
básica ao paciente cirúrgico durante o período
trans/intra-operatório.
Receber o paciente no CC, apresentar-se, verificar a pulseira
de identificação e o prontuário;
Como condutas de segurança, confirmar informações
sobre o jejum (a partir de que horário), as alergias,
as doenças anteriores;
Encaminhar o paciente à sala de cirurgia;
Colocar o paciente na mesa cirúrgica de modo confortável
e seguro;
Monitorizar o paciente e mantê-lo aquecido;
Auxiliar o anestesiologista durante a indução
anestésica;
Auxiliar a equipe cirúrgica a posicionar o paciente
para cirurgia;
Proteger a pele do paciente durante a anti-sepsia com
produtos químicos,
Manter o paciente aquecido, com cobertor ou manta térmica
(a manta térmica propicia um aquecimento controlado
e mais eficaz);
Colocar o massageador e/ou meia elástica nos membros
inferiores, como profilático para Trombose venosa
profunda (TVP);
Realizar o cateterismo vesical, quando necessário;
Registrar todos os cuidados de enfermagem prestados diretamente
ao paciente e a evolução;
Preservar a segurança física e emocional
do paciente;
Rever prescrição de enfermagem e alterando-a,
se necessário;
Realizar prescrição de enfermagem para o
pós operatório no final do procedimento.
Manter a família informada sobre o andamento da
cirurgia.
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